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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Regresso ao "lar doce lar"...

Regressámos ontem de Aveiro.
Tivemos sorte por não ter chovido durante todo o dia, no entanto hoje de manhã estava um calor incomodativo mas agora está mais para chuva que outra coisa.
A viagem correu bem dentro do horário previsto e o cansaço instalou-se ao chegarmos a casa.
Soube imensamente bem dormir na minha cama fofa. 
Não restam dúvidas que não há nada como a nossa casa, seja ela mais rica ou mais pobre que a dos outros, o conceito da eterna frase impera:
Lar Doce Lar.

sábado, 6 de novembro de 2010

Num minuto é a vida...


Entrada no Desconhecido ...
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Num minuto estamos vivos; no minuto seguinte tudo mudou, acabou ?!
Estou em Aveiro, em casa da minha tia, com a minha mãe e o meu sobrinho, viemos no dia 3 pelas piores razões: - já não tenho avós, faleceu o meu avô materno aos 85 anos de idade, feitos a 8 de Agosto, signo Leão.
Faleceu no mesmo dia do mês do meu querido pai - dia 3 - e a noticia chegou à mesma hora que o meu pai faleceu - pelas 8:00 horas.
Coíncidências ???


Certo é que, fazendo fé nas palavras do consagrado paranormal John Edwards - em cujas palavras por si proferidas estão implícitas a sua seriedade e o imenso respeito pelos que partiram e pelas famílias que se debatem com o tremendo processo emocional que é o estado de luto - o meu avô estará junto da minha avozinha, do meu pai e de outros familiares e até do cão que também morreu dias após a minha avó ter falecido.

Árvore da Família Além Vida...
É curioso que aos nossos olhos o cão não poderia saber do falecimento da minha avó, porém nos dias seguintes manteve um ar muito triste, deixou de comer e ao invés de ladrar fazia um ruído estranho, como um baixo lamento de um agudo sofrido, até que por fim também partiu para junto da sua dona preferida.
Se em vida o cão foi a companhia da minha avó, na morte quis perdurar nessa mesma condição.
São situações deveras estranhas e muito curiosas.

O meu avô no dia anterior à sua morte, esteve relativamente calmo e grato pela presença dos filhos, pois encontrava-se hospitalizado por uma segunda pneumonia associada à fatal doença designada por coração dilatado, que viria a ser a causa do seu falecimento.



Há algum tempo que tentei preparar a minha mãe para o pior desfecho - se acaso é possível ser-se preparado para a morte do nosso pai - pois as informações que obtive na net, nada poderia ter sido feito na idade avançada do meu avô.
Proporcionar-lhe a melhor qualidade de vida - o que no caso em concreto foi extremamente difícil por o meu avô ter um génio tremendo - era o objectivo premente.
O meu avô foi até ao fim sempre igual a si próprio, apesar do penoso sofrimento patente no seu rosto, devido à excessiva falta de ar, não deixou nunca de ser «ele próprio».


Penso que estará numa imensidão de conhecimento, de beleza, de sabedoria... como tanto gostava.
Quem sabe se está envolto na harmonia que em vida não foi capaz de realizar nem de transmitir para que possa proteger-nos a todos enquanto por aqui estivermos.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Já voltou a doidona...


Já voltou!
A minha Mãe voltou na 3ª Feira passada dia 07/Set e sem ninguém contar com isso.
Primeiro disse que regressava na 3ª Feira, depois desdisse e seria para breve mas sem data definida.
Finalmente resolveu aparecer carregada que nem uma mula, como já é hábito, no dia em que disse que viria da primeira vez, ou seja, 3ª Feira dia 07/Set.
É mesmo maluca, doidona como lhe chamamos.
E tudo isto, para que nenhum de nós a fosse esperar à Gare do Oriente, Lisboa. Não incomodar é o seu mote, acontece que na maioria das vezes só se prejudica e claro que jamais incomodará alguém.
Até se compreende...  como é uma senhora muito jovem, cheia de vigor nas pernas e nem traz nenhuma bagagem... 
Tá certo!

Tínhamos imensas saudades, é tão maluca!!!
Veio arrasada emocionalmente, completamente de rastos. 
Já contava com isso, não é surpresa alguma.
Agora sim... já está cá deste lado, na sua casinha, com a sua família directa e ao meu lado como lhe é devido.
Não dá para viver longe da minha Mãe.
Na verdade não gosto que esteja ausente.

Eu bem tentei.
Durante uma longa adolescência, sem casamentos e filhos pelo meio, lá fui desaparecendo alguns períodos mais ou menos longos e concluindo sempre que, o regresso ao colo da Mãe estava em primeiro lugar, na lista da minha próxima aventura.
As aventuras cessaram... tudo cansa duma forma ou de outra e ao estacionar para pensar vislumbrei a ponta do laço umbilical que me prendia e o qual ainda não desapertei...
... e com toda a certeza não vou desapertar! 
Trata-se de uma vida inteirinha atada ao laço.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Estás quase a regressar Mãe...


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Estas quase a regressar.
Mais uns dias e...!
A casa não é a mesma sem ti, dás imensa alegria... e dás-me conta da cabeça também.
E já agora... também te dou conta da cabeça com certeza.
Mas entre nós duas é tudo uma brincadeira pegada.
Exactamente como entre mim e o maluco que tenho comigo, estamos sempre a brincar, a brincar mesmo, como dois putos pequenos, e assim a casa está sempre alegre. É este o meu conceito de felicidade numa casa de família.

A vida é assim, as boas relações são assim. Cheias de bons e menos bons momentos.
Os momentos maus são os momentos isentos de saúde e de quem já partiu que nos eram tão queridos.
- O meu Querido Pai e a minha Querida Avó, tua Mãe -
Não quero escrever mais nada, estou deveras aborrecida com a tua estadia por aí.
Só te estás a prejudicar porque ninguém quer resolver coisa nenhuma!
Vou aguardar que regresses bem, tenho saudades tuas Mãe!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Regressaram do Brasil




 O pessoal já regressou do Brasil na 5ª feira passada, dia 26/Agosto, só hoje tive oportunidade de aqui registar o facto, lá diz o ditado:
- antes tarde que nunca! 
A viagem correu muito bem, as férias foram óptimas e isso é o fundamental.
Os relatos dizem que os locais são uma belezura qu'i só vendo, os alimentos uma gostosura só, é isso aí... valeu bem a pena, foi muito legal pr'a todo o mundo!!!
Quando estivermos juntas, falaremos sem parar sobre a viagem ao Brasil.
Gralhas como somos há sempre muito para contar, não é? 
Vamos pôr a escrita em dia querida tia?
Apesar da tua vida estar completamente virada do avesso, sei que iremos tentar fazer o que em tempos que já lá vão faziamos, ou seja, quando estavamos juntas ninguém, à nossa volta, dormia sossegado com as nossas vozes em murmurio como pano de fundo e uma risota pegada sem fim à vista... quando as coisas caíam no goto...
não havia nada a fazer, lembraste?
Era muito fixe, mas ainda não sabiamos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A Saudade bateu à porta...

... para te lavar as costas!!!
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Ainda agora saís-te... e o facto de saber que só voltas daqui a algumas semanas já tenho saudades tuas.
São estranhos os nossos sentimentos de posse, mas genuínos.
Um sentido de posse saudável, em que só desejamos, só queremos, o melhor para quem amamos.
O tal amor incondicional que por fim nos condiciona a muitas reacções básicas, imediatas, por impulso.
E isso é bom... é muito bom!
Já sinto tanto a tua falta e nem uma hora passou.
As nossas birras uma com a outra, próprias de quem se gosta muito, de quem se preocupa o tempo todo.
Não foste para o Brasil mas "fugiste" na mesma. Teve de ser!
Volta rápido... fazes muita falta aqui deste lado, a casa está bem mais vazia.
Mais logo estaremos a falar ao telefone e eu aqui a pedir que voltes rápido.
Beijinhos de saudades, fica bem Mãe.